A realidade com que me visto
Muitas vezes me parece flúida
De uma consistência que passa por entre meus dedos
Como água levada pela correnteza do rio
Tento segurar, me agarrar, me vestir
Tentando conter o intangível
O impronunciável, o indescritível
Que logo passa, como a correnteza do rio
Sem nome, não identifico
Fluxo contínuo
De certezas não catalogadas
O que fica? O que resta?
O mergulho
No ser incontido
Real.
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